Escolhendo ações - o básico

Quando comecei a pensar em investir em bolsa de valores, não fui adiante logo de imediato, porque eu ficava pensando: "Mas como vou escolher uma ação? Será que dependo da sorte? Tenho que ter informações privilegiadas?".
É claro que se você tiver sorte ou informação privilegiada, as escolhas serão bem sucedidas. Mas não é o caso da maioria das pessoas. E, mesmo não tendo nada disso, algumas pessoas ainda conseguem sucesso ao escolher ações.

Basicamente, temos duas abordagens para tal: analisando gráficos e tendências dos preços das ações; e analisando os relatórios financeiros das empresas. Existe uma terceira, mas o escopo da postagem não a contempla.

A primeira abordagem tem o nome de análise gráfica ou técnica. Ao usá-la, os grafistas - investidores que utilizam essa abordagem - descobrem as tendências do preço das ações a partir dos gráficos gerados pelos preços anteriores. Normalmente indicadores são criados para guiar o investidor na compra e/ou na venda, funcionando da seguinte forma: por meio de uma fórmula matemática, o valor do indicador é calculado. Se ele estiver abaixo de um limite inferior, então provavelmente o preço da ação está subvalorizado - ou supervalorizado, dependendo da semântica da fórmula. Caso o valor do indicador esteja acima de um limite superior, então o preço da ação está supervalorizado - ou subvalorizado, dependendo da lógica da fórmula.

Existem muitos indicadores criados por várias pessoas. Inclusive, você mesmo pode criar um próprio. Obviamente, nem todos têm a mesma eficácia. Uma boa ideia é utilizar alguns e verificar se todos, ou a maioria, "apontam" para a mesma direção, e, então, seguí-la.

Nem todos indicadores servem exclusivamente para sinalizar compra ou venda de ações. Alguns têm a finalidade de mostrar, por exemplo, divergências nos últimos preços, isto é, ações subindo de valor sendo que a qualquer momento, essa tendência será mudada.

Alguns indicadores da análise técnica são: Índice de força relativa, Índice de fluxo de dinheiro, Banda de Bollinger, Média Móvel etc.

Por fim, faz-se necessário dizer que, normalmente, a análise técnica é usada para manter as ações no curto ou médio prazo.

A segunda abordagem tem o nome de análise fundamentalista. Você não precisa ser formado em Contabilidade, mas conhecimentos básicos a respeito são requeridos. Ao usá-la, os fundamentalistas - investidores que utilizam essa abordagem - descobrem as ações que lhe renderão frutos no longo prazo.

Nessa abordagem, o investidor faz a análise do que chamamos de múltiplos. E é aqui que entra o conhecimento básico de Contabilidade. Alguns exemplos de múltiplos são: P/L, P/VPA, FV/Ebitda etc. Conceitos como ebitda, passivo circulante, ativo circulante etc são comuns ao falar dos múltiplos.

Muitos livros sobre análise fundamentalista foram escritos, sendo que chamo atenção especial para o livro do Benjamin Graham, cujo título é "O investidor inteligente".

A ideia nessa postagem não é entrar em detalhes em cada índice, múltiplo, abordagem. É mostrar que existem métodos não arbitrários para escolher ações. Para algumas pessoas, este mundo já está muito bem explorado. Para outras, é um mundo de conhecimento completamente inexplorado pronto para ser descoberto.

As próximas postagens deixarão esses conceitos mais claros para o leitor.

Obrigado pela visita.

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